27/10/2010

CALOPSITA - Doenças






Anatomia da calopsita


Doenças comuns

Varias doenças e contaminações podem atingir as aves. Em todos os casos é necessário tratamento e consulta veterinária.


Aves e gatos. Uma dupla que não combina. Gênios diferentes? Não!
Bicos e “beijos humanos molhados”. Par incompatível? Não! Tudo culpa da bactéria pasteurella multocida. Informe-se abaixo.

Leiam abaixo sobre Micotoxicose, Tifo, Varíola, Parasitose, Streptococcus, etc. Lembre-se: O importante, SEMPRE, é acudir de imediato.

Pasteurella multocida 
Quem tem gato não deve ter aves e a razão não é a incompatibilidade de gênios. É que o gato tem em sua saliva uma bactéria chamada Pasteurella que é mortal para aves. A contaminação se dá por saliva e fezes. O gato vive se lambendo, portanto espalhando a bactéria nos pelos que podem voar com o vento e ir parar na gaiola de sua ave. Esta bactéria está presente na saliva de todos os mamíferos, porém em maior escala no gato. Uma mordida de gato em sua ave pode não matá-la pelo ferimento em si, mas sim pela contaminação da bactéria. O gato lambe o pelo e espalha a Pasteurella multocida fazendo com que seu pelo também seja perigoso.
Beijo mortal? Não estou falando daquele de beijo dos apaixonados. Estou falando do “beijo molhado” que o dono pode dar em sua calopsita e matá-la. A razão é que a Pasteurella, embora em menor escala no organismo humano, pode contaminar a ave e matá-la em segundos.

Nada de ficar oferecendo a língua para seu amiguinho. Pode não acontecer nada, mas também pode ser que num dia aziago a maledeta da bactéria escape de sua saliva e contamine o bichinho. Beijo só seco, viu? Esta advertência é do Dr. Brian Speer, presidente da Associação de veterinários de aves dos EUA.


Toxoplasmose: Doença bastante grave. Ocorre especialmente nos filhotes e pode ser fatal.
Sintomas: As aves mostram-se tristonhas, fracas e apresentam diarréias, as vezes com sangue, no peito, o externo fica bastante saliente e o fígado também costuma ficar inchado.

Toxinas: Os gatos carregam uma bactéria chamada Pasteurella, inofensiva para eles, mas letal para as aves. O simples contato com saliva, fezes ou comida pode infectar seu pássaro. Se isso ocorrer corra para o veterinário.

Micotoxicose: As causas são os fungos, principais inimigos de uma criação. Doença de elevada mortalidade. Os sintomas são diarréia esverdeada, sede intensa e dificuldades para respirar.Tratamento: Evitar manter a criação em ambientes úmidos e mal ventilados. Os esporos (sementes de fungos), ficam pelo ar, esperando algum lugar úmido para se desenvolverem e formarem uma "colônia" causadora das doenças mais graves. Alimentos mofados nunca devem ser utilizados.

Parasitose: Tem a Externa, cuja causa é a falta de higiene nas instalações. Os sintomas são a queda da plumagem, emagrecimento, aparência anêmica, patas brancas e olhos comprimidos.
Tratamento: Fazer a limpeza das instalações, desinfetar as gaiolas e acessórios. Consulte o veterinário sobre a forma mais segura de desinfetar. O óleo de Neem pode ser usado, porém não é ativo contra bactérias.

A parasitose interna tem como causa os parasitas transmitidos por fezes contaminadas. Eles se alojam no estômago e nos intestinos, causando emagrecimento e mortalidade elevada.. O tratamento consiste em vermifugar no período correto, normamente após a muda.

Streptococcus: Os sintomas são sono contínuo, pássaro que se isola em um canto da gaiola, cloaca suja pela diarréia, emagrecimento rápido, respiração ofegante, asas caídas, aumento do ritmo respiratório e bico aberto. O pássaro pode, de tempos em tempos, emitir ruídos agudos.
Para tratamento consulte o veterinário.

Tifo: É transmitida pelas fezes das aves doentes, pela água e picadas de mosquitos. Os sintomas são asas caídas, penas soltas e diarréia verde. Mortalidade muito elevada e rápida, entre 12 e 24 horas.
Tratamento: Isolar as aves. Administrar antibióticos mediante consulta com o veterinário.

Varíola: Bactéria que se desenvolve na ave num período de 1 a 3 semanas, transmitida por parasitas, insetos, moscas e por outras aves. Sintomas: Queda de pequenas plumagens ao redor dos olhos, as vezes as pálpebras engrossam. Furúnculos. As partes mais atingidas são o bico, faringe e a orelha. Tratamento: Separar a ave, passar desinfetante e bactericida (com orientação de veterinário), evitar moscas e insetos fiquem transitando nas aves sadias. Há vacinas como preventivos e há tratamentos para os casos crônicos, no entanto não medique sua ave sem receita do veterinário.

Pernas encolhidas, necrose dos dedos, eventual diarréia, dificuldade de respirar e penas arrepiadas: Significa Estafilocose, doença causada pela bactéria Staphyloccocus sp. Inicia com pequenas lesões, na forma de abscessos na planta dos pés, surgindo a dificuldade de pular de um poleiro ao outro devido à dor - a ave mantém a perna constantemente encolhida. Percebe-se um aumento de volume nas articulações (juntas dos ossos, dos dedos e das pernas). Em seguida, as lesões atacam os dedos, que ficam escuros e sem movimentação devido à necrose e podem cair. É possível a doença avançar ao aparelho digestivo e respiratório.

Diarréia, ligeiramente amarelada, febre com tremores, pulos de um lado a outro, pequenas verrugas na cabeça e dedos (difteria).

Diarréia amarelo ocre, às vezes com sangue vivo, mal cheirosa, penas arrepiadas, mais apetite e sede, sinalizam (Colibacilose).

Diarréia esbranquiçada com sangue: ofegar, febre, penas arrepiadas, pulsação acelerada e gemidos de dor, indicam (Salmonelose). O índice de mortalidade é alto.

Diarréia escura e fraqueza: Pode ser indício de (Coccidiose).

Diarréia verde com sangue, tremores, desmaios e convulsões: (Psitacose), que também é chamada de Ornitose ou Febre de Papagaio.

Abdômen saliente, fraqueza, diarréia esverdeada às vezes com sangue, eventual descoordenação motora, são indícios de toxoplasmose ou Lankesterella, doenças raras em aves de cativeiro.

Magreza com tristeza, eventual diarréia com muita água, estrias de sangue e alimento mal digerido: Pode ser sinal de vermes de vários tipos, que atacam o aparelho digestivo ou o respiratório.


Doenças mais comuns.

Psitacose, Chlamidiose ou Febre dos psitacídeos


Doença causada pela bactéria Chlamydia psittaci. Nas aves, a infecção pode ser aguda ou crônica. Os casos crônicos são difíceis de diagnosticar; uma ave pode incubar a bactéria por anos, de modo assintomático, aparentemente saudável. Por vezes, podem mostrar-se sonolentas, com perda de apetite e asas sem brilho, opacas. Nos casos agudos, o pássaro fica doente de repente, com olhos irritados e vermelhos (conjuntivite), anorexia (perda de peso, podendo chegar até a quadros de peito seco) e diarréia verde.
Ainda, pode desenvolver problemas respiratórios (dificuldade em respirar, espirros), letargia, problemas hepáticos, aumento do baço e até morte. A bactéria é altamente contagiosa, sendo transmitida por via aérea, via fezes e fluídos
respiratórios (a bactéria consegue sobreviver em partículas por um bom tempo até ser inalada por outro animal). A transmissão é aumentada pelo contato direto com pássaros doentes ou infectados.
Pássaros jovens e estressados (doentes, em nova dieta ou em mudança) são os mais susceptíveis. O tratamento, se feito corretamente, tem altas chances de cura, e é feito a base de antibiótico tetraciclina (oxitetraciclina, doxiciclina, vibramycin), durando 45 dias. Durante o tratamento, qualquer fonte de cálcio deverá ser eliminada. Um ponto a destacar é que a psitacose é uma zoonose, ou seja, pode afetar o ser humano.
Apesar de ser muito raro, pode atacar pessoas imunodeprimidas, como idosos, crianças, doentes, aidéticos ou grávidas.


Giardíase
Resulta em indigestão, diarréia, pele vermelha, seca e escamosa, coceira e depenação.


Aspergillosis
Doença causada por um fungo, Aspergillus fumigatus, que produz endotoxinas responsáveis pelo desenvolvimento dos sintomas. Quando os esporos do fungo entram no sistema respiratório da ave, causam graves infecções respiratórias.
Essa doença pode ser fatal, principalmente em aves imunodeprimidas. Os esporos do fungo são transmitidos por alimentos, solo ou ar. Pássaros saudáveis, não estressados, são muito resistentes. Mas aves jovens ou velhas, tomando medicamentos, imunodeprimidas, em reprodução ou qualquer outro tipo de estresse são muito suscetíveis.
Os sintomas incluem esforço para respirar, respiração acelerada, mudanças na voz, fezes anormais, regurgitação, perda de apetite, aumento da sede, definhamento, diarréia, anorexia, secreção nasal, conjuntivite, dispnéia, sonolência e lesões internas nos órgãos respiratórios.
O tratamento é feito à base de antifúngicos (como amphotericin, flucytosine, fluconazole, itraconazole) e imunoestimulantes.


Coccidiose aviária
A Coccidiose é uma doença do trato intestinal (geralmente em pombos), disseminada por todo o mundo. Quase todos os pombos têm coccídeos alojados no intestino delgado. A coccidiose representa uma constante ameaça às criações de aves de produção, assim como também pode afetar a criação de pássaros que vivem em cativeiro tais como Calopsitas, bicudos, curiós, canários, periquitos, etc.
Eimeria e Isospora são as grandes responsáveis por esta protozoose que ao se instalar em uma criação poderá levar grandes perdas, daí a sua importância econômica. Aves mal alimentadas, submetidas a "stress", e aquelas que recebem rações pobres em nutrientes essenciais tais como a vitamina A e proteínas, são mais facilmente vítimas desta doença.
A coccidiose se instala preferencialmente no intestino, porém existe a forma renal que se manifesta em gansos, por exemplo.
A transmissão da doença se dá através de oocistos que são eliminados com as fezes e a urina, e ao contaminar os alimentos, a água, e o meio ambiente, disseminam a coccidiose no plantel.
Ao se instalar na parede do intestino, Eimeria e Isospora causam lesões que serão responsáveis por danos à saúde da ave, ao dificultar a absorção dos nutrientes.
Os sintomas da coccidiose são: penas arrepiadas, sonolência, perda do apetite, diarréia de coloração variando do esbranquiçado ao vermelho (sanguinolenta), fraqueza, palidez na coloração da pele, magreza, problemas na reprodução com aumento na mortalidade dos filhotes etc.
O diagnóstico da doença pode ser feito facilmente através do exame de fezes preferencialmente colhidas durante vários dias e conservadas em MIF ou outro conservador adequado para fezes.
A necropsia das aves mortas pela doença também é outra forma de diagnóstico, permitindo um exame mais detalhado face á gravidade dos danos causados pelo parasita na parede intestinal.

A forma assintomática (ou sub-clínica) é a mais freqüente. Após uma primeira ingestão de pequenas quantidades de oóscistos, os pombos ficam imunes à infecção pela estimulação de mecanismos de defesa internos, sem que se verifiquem sinais visíveis da doença.
Com esta proteção, reforçada pela ingestão constante de pequenas quantidades de oóscistos, as aves vivem em uma espécie de equilíbrio, o que também as protege de doenças intestinais graves.
A forma aguda da doença, com perturbações visíveis, graves e generalizadas. A coccidiose ocorre quando os pombos jovens e ainda não protegidos são infectados pela ingestão de grandes quantidades de oóscistos, ou quando a imunidade dos pombos adultos é reduzida ou diminuída por fatores causadores de stress.
O tratamento é feito através da administração de medicamentos denominados de coccidiostáticos ou coccidicidas adicionados à ração ou à água do bebedouro. A indústria farmacêutica dispõe de vários produtos para prevenir e curar a coccidiose, e amplos estudos vêm sendo realizados nessa área, em face da importância econômica que ela representa. Um dos grandes problemas enfrentados pelos pesquisadores é a grande resistência que Eimeria e Isospora desenvolvem aos medicamentos, transformando este assunto em fascinante motivo de pesquisa.
Forma assintomática: quando existe suspeita de infecção e as aves revelam apenas uma infestação leve, não devem tratar-se para não perturbar o equilíbrio entre hospedeiro/agente patogénico.
Forma aguda: os pombos doentes tratam-se com chevi-kok. Como apoio ao tratamento, administra-se multivitamin EB12, em conjunto com uma dieta alimentar equilibrada. Nota: chevikok pode ser administrado durante a muda.


Infecções virais
O Poliomavírus aviário é um agente comum de morte de bebês Calopsitas, afetando principalmente aqueles entre 2 semanas a 5 meses. Um pássaro adulto infectado pode se mostrar saudável, sem sintomas, senso apenas portador. Mas os filhotes afetados apresentam problemas em quase todos os órgãos, o corpo não é capaz de processar comida, resultando na parada da digestão e morte.
Também apresenta hemorragia sub-cutânea e infecções. Quando um adulto desenvolve sintomas, esses incluem perda de peso, infecções, má-formação das penas e morte por falência renal. Essa doença não tem cura, mas as aves podem ser vacinadas ainda quando bebês. Outro causa a doença da dilatação proventricular, com perda de
peso, sinais gastro-intestinais, neurológicos e morte.


Infecções respiratórias
São comuns principalmente em regiões de baixa umidade. Também causadas por falta de vitamina A. Os sintomas mais comuns são espirros muito freqüentes e secreção amarela ou verde nas narinas. Tratadas com antibióticos, nebulizações, suplementação vitamínica e antifúngicos.


Degeneração hepática
Doença causada por dietas ricas em gorduras e pobres em nutrientes essenciais (biotina, colina e metionina), como se verifica em dietas baseadas em sementes, especialmente girassol. A doença consiste no aumento do conteúdo lipídico sangüíneo e falência hepática. O tratamento consiste em uma dieta balanceada, livre de hepatoxinas.


Deficiências nutricionais
Provenientes de dietas desbalanceadas, a base unicamente de sementes, com alto conteúdo de gordura e falta de proteínas e nutrientes essenciais. Os mais comuns são falta de cálcio e vitamina A. A falta de cálcio leva ao aumento da urina e sede (sinais de problemas nos rins), alem de fraturas (em decorrência de ossos fracos). Deficiência de vitamina A pode causar problemas de pele, digestivos e respiratórios.


Alertas e toxinas
Os Gatos Carregam uma bactéria chamada Pasteurella, inofensiva para eles, mas letal para as Calopsitas e outras aves em geral. O simples contato com saliva, fezes ou comida pode infectar seu pássaro. Se isso ocorrer, trate com peróxido de hidrogênio e aplique pomada antibiótica.
Corra para o veterinário para tratamento assim que puder (o tratamento será feito a base de ampicilina).


Psitacose, anemia, obesidade e raquitismo


Psitacose: Zoonose que necessita exame específico para constatação. Não deixe de fazer se o veterinário suspeitar.

Sementes velhas, estragadas, mofadas? Afaste este mal. Sementes nestas condições causam anemia e outros males.

Nada de engordar sua ave. Gordura é prejudicial a ela. Humanos é que preferem brigar com a balança. Ave de estimação deve ter corpinho de bailarina sem ser esquelética. Nada de extremos com seu pássaro.

Exponha sua ave ao sol pela manhã, livre de telas e de vidros. Evite que ele fique raquítico e doente.

Psitacose ou Clamydia é uma zoonose, sabidamente, perigosa ao psitacídeo e ao ser humano, portanto preocupe-se: Se sua ave mostrar-se sonolenta, com perda de apetite, asas sem brilho e opacas. Se no decorrer do tempo mostrar-se doente, com olhos irritados e vermelhos (conjuntivite), com anorexia (perda de peso, podendo chegar até a quadros de peito seco) e diarréia verde. Se desenvolver problemas respiratórios (dificuldade em respirar, espirros), e se você perceber nela: letargia, problemas hepáticos, aumento do baço e e sintomas idênticos à gripe e pneumonia.


A bactéria é contagiosa, sendo transmitida por via aérea, via fezes e fluídos respiratórios (a bactéria consegue sobreviver em partículas por um bom tempo até ser inalada por outro animal). A transmissão é aumentada pelo contato direto com pássaros doentes ou infectados. Pássaros jovens e estressados (doentes, em nova dieta ou em mudança) são os mais susceptíveis.
O tratamento, se feito corretamente, tem altas chances de cura, e é feito a base de antibiótico que o veterinário deve receitar e deve acompanhar a evolução da terapia. Durante o tratamento, qualquer fonte de cálcio deve ser eliminada. A medicação deve ser prescrita por veterinário e em dosagem adequada ao peso da ave. Não tente, de forma alguma, medicar sua ave por conta própria. A dosagem inadequada pode matá-la.
Conforme eu disse, a psitacose é uma zoonose, ou seja, pode afetar o ser humano. Apesar de ser raro, pode atacar pessoas imunodeprimidas, como idosos, crianças, doentes, aidéticos ou grávidas.

A anemia é causada por sementes estragadas, mofadas ou velhas, ataque do piolho vermelho e falta de alimentação. Os sintomas são: Falta de apetite, emagrecimento, dificuldade em equilibrar no poleiro, ave pálida e a plumagem opaca, sem brilho. O tratamento consiste em mudar a alimentação. Incluir na dieta folhas verdes, farinhada, além de areia misturada com farinha de peixe. Reforce as frutas, verduras e legumes da alimentação da ave e dê, em especial, folhas de beterraba.

A obesidade é causada por alimentos gordurosos e falta de exercícios. As aves não devem engordar em demasia, pois podem sofrer com feridas nas plantas dos pés, decorrentes do peso demasiado do corpo. Faça seu amiguinho comer legumes, verduras e frutas além das sementes. É bom lembrar que gordura é prejudicial às artérias, seja do ser humano ou dos animais.

O raquitismo é muito parecido com o do ser humano e, raramente, ocorre nas aves que são expostas ao sol, somente aparecendo quando a ave não toma banho de sol. Os sintomas são pernas e asas fracas, aves pequenas, às vezes deformadas. Tratamento: Colocar as aves para tomar banho de sol diários, fornecer na farinhada o óleo de fígado de bacalhau.


Olhos, narinas, bicos, pés e penas

Os olhos das calopsitas devem ser vivos e brilhantes. Transmitir vida e energia. Quando for avaliar o estado de saúde de uma calopsita leve em conta outros sintomas e fatores, no entanto não deixe de observar os olhos.
Sintomas de problemas: Piscadas frequentes, olhos fechados, vermelhidão, inchaço e secreção. Não pingue colírios nos olhos de sua ave sem o conhecimento de um veterinário experiente em aves, pois há muitos colírios que contêm cortisona que não é bom usar em aves.



Deixe o diagnóstico a cargo do veterinário. O que você supõe ser uma conjuntivite pode não ser e, é bom lembrar, que há dois tipos de conjuntivite: Bacteriana (o veterinário irá prescrever remédio) e Alérgica (o veterinário não irá prescrever remédios, pois esta conjuntivite é sazonal e sara sozinha). No caso desta conjuntivite os colírios à base de antibióticos só fazem piorar o que já está mal, portanto não medique seu pássaro sem conhecimento veterinário.

Muitas vezes a ave apresenta problemas nos olhos, no entanto a causa NÃO ESTÁ NOS OLHOS, ou seja: olhos vermelhos, lacrimejantes e inchados em aves NEM SEMPRE são sintomas de doenças oculares. Pode se tratar de males respiratórios, deficiência de vitamina A e até psitacose. Portanto, não tente ser o oftalmologista de seu amiguinho para não medicá-lo, erroneamente.



Teigne são manchas redondas ao redor das pálpebras, perto do bico ou ainda nos ouvidos com formação de escamas secas. Para tratamento, consulte o veterinário.

Narinas: As narinas da ave devem estar abertas e desobstruídas. Se há coriza, é sinal de doença respiratória. Clique na página de “Problemas Respiratórios” para ler mais. Se está entrando painço ou outros alimentos na narina de sua calopsita é porque ela está com catarro ou coriza.

O bico é imprescindível para a ave. Há doenças que podem afetá-lo, alterando a cor, afetando o crescimento, fazendo surgir tumores ou deformação. As causas mais comuns são: falta de proteína, excesso de vitamina A e infecções bacterianas. E há ainda a quebra de bico. Se a quebra não afeta o modo de alimentação, não interfira, pois dentro de alguns dias o bico voltará ao normal.



Quando a ave é jovem e sofre fratura no bico superior você pode envolver o bico com esparadrapo por 3 semanas para que ocorra a cicatrização. Costuma dar bom resultado. Se o bico quebrou mesmo, busque um veterinário, mas enquanto isto, alimente sua ave com pauzinho de picolé.

Pés e membros: O que afeta os pés das calopsitas?

Inflamação Dos Membros: As causas são picadas de insetos ou inflamação intestinal ocasionada por deficiência alimentar. Os pés, asas, dorso e cabeça apresentam sinais de infecção, em forma de saliência ou tumor que, se extraído, causa a morte. O tratamento deve ser feito com pomadas anti-inflamatórias (fale com o veterinário).


Artrite: As causas são mudanças de temperatura, locais úmidos e alimentação inadequada. Os sintomas são inchaço das articulações fazendo com que a ave fique no fundo da gaiola. Para tratamento consulte o veterinário.
Crostas nos pés: As causas são ataque de ácaros e falta de limpeza. Os sintomas são cascas que aparecem cobrindo os dedos e a canela da ave e que paralisa os movimentos das patas podendo, inclusive, forçar e prender a anilha (caso exista), gerando um processo de gangrena nos pés. O tratamento consiste em manter a gaiola limpa "amolecer" as placas com água morna retirando-as com a ajuda de uma pomada que deve ser friccionada, com cuidado, para evitar sangramento. Em seguida, passar pomada antibiótica e fungicida receitada pelo veterinário.


Pipocas das patas: As causas são existência de agentes infecciosos no organismo da ave ou alimentação imprópria. Os sintomas são aparecimento de pipocas (bolinhas brancas) no bico, raramente nas asas e, principalmente, nas patas. Inchaço e formação de furúnculos e de cortes, também, nas patas. O tratamento deverá ser feito com urgência.

Fraturas: Não tente consertar em casa. Tenha compaixão e procure um veterinário.

Vai cortar as unhas de sua calopsita? Tome cuidado, pois as aves têm uma veia dentro da unha. Antes de cortar certifique-se de ter ao lado o pó Hemostático (compra em pet shop). Se sangrar, coloque o pó e aperte a unha por alguns segundos (aperte, delicadamente). A maneira correta de cortar as unhas de uma ave é de cima para baixo na posição frontal. Cortar apenas 2 mm. Normalmente a unha da calopsita tem um sinal, uma marquinha no local para corte, mas só as pessoas mais experientes sabem reconhecer tal sinal. Use alicate de unhas e cuidado para não machucar a ave. Peça para alguém segurá-la e cuide para que o pezinho esteja imóvel na hora do corte.

As penas de sua calopsita devem estar uniformes e mostrar aparência saudável. Faça com que ela sempre coma frutas, verduras e legumes para que as penas estejam sempre bonitas e saudáveis. Em épocas de trocas de penas você poderá dar a ela aminoácido. Peça a receita ao veterinário que ele indicará o que for mais adequado. As trocas de penas acompanham as mudanças de luz, ou seja: Mudanças de estações do ano quando o período de exposição à luz muda e também quando o próprio dono altera os horários da ave dormir. Quando as penas estão nascendo elas são envoltas numa espécie de canudinho. Este canudinho se chama “canhão”. hehehheeh Nome engraçado né? Pois é... O canhão vai se desfazendo, a pena vai se abrindo e dali, do canhão sai uma substância parecida com caspa, mas... NÃO É CASPA! Trata-se de uma camada de queratina que protege o canhão. É normal e não pega no ser humano. As penas possuem também um pó fino. É normal e também não causa mal ao ser humano. Não tente lavar sua calopsita para retirar este pó ou as casquinhas da queratina, porque as aves precisam destes ingredientes.

Muda Francesa: calopsitas raramente sofrem de muda francesa. Para detectar a muda francesa é necessário fazer o exame de CIRCOVIRUS.

A muda anormal de penas, fora de tempo, irregularidade na formação das penas ou quedas contínuas, pode ser em decorrência de mudanças bruscas de temperaturas, excesso de calor ou frio; local muito úmido ou muito seco; correntes de ar; mudança de alimentação; stress, baixa luminosidade durante o dia; excesso de luminosidade artificial. Identificada a causa, administrar boa farinhada enriquecida com vitaminas e minerais, diariamente.

Em caso de quebrar alguma pena e haver sangramento, preste atenção. Se a pena quebrou logo abaixo do bulbo o sangramento pode parar depois de minutos, no entanto um sangramento que não pára com brevidade requer ação imediata porque: o pássaro pode perder apenas 10% de seu peso em sangue. Por exemplo: Uma calopsita pesa em média 90 gramas, portanto pode perder apenas 0,9 ml de sangue, ou seja: menos de 1 ml... Quase nada! Se a pena que quebrou insiste em sangrar, você tem que arrancá-la rápido. Peça ajuda a alguém. Se for na asa uma pessoa segura a ave, outra pessoa abre, cuidadosamente, a asa da ave, imobilizando a musculatura para que ela não se machuque e, com um alicate (não serve pinça), puxa a pena bem na base com um único e vigoroso puxão. Depois lava com soro o local, verifica se o sangramento parou e, se for necessário ajudar na coagulação, pode-se usar pó de café ou açúcar. Normalmente, o sangramento pára depois de arrancada a pena.

Piolhos: São bem fáceis de ser exterminados.

Opção 1: Inserir na alimentação, 10 dias no mês ESTIBION NEEM (seguir instruções da embalagem do produto que pode ser adquirido na página: www.estibion.com.br). O estibion, naturalmente, terminará com os piolhos e com prováveis vermes.
Opção 2: Dilua uma colher de sopa (não muito cheia) de vinagre em 1 litro de água e pulverize sua ave.

Ácaros: Vários tipo de ácaros podem atacar as aves. Não vou citar todos os nomes por não ver a necessidade, no entanto os sintomas são: Penas caídas, emagrecimento, perda de apetite, tosse e liberação de muco sanguinolento da traquéia.Este ácaro também vive nos brônquios, traquéia, fígado, rins e coração das aves.Pegue a ave e observe sua asa aberta contra a luz. É possível perceber os ácaros como pequenos traços escuros entre as bárbulas.
Outro tipo de ácaro é o que ataca o corpo da ave. Ele causa sérios danos à criação e devido à quantidade de ácaros que infesta cada pássaro, levando-o, rapidamente, à anemia e, se não for combatido, pode causar a morte. Ele é chamado de vermelhinho e parasita, também, o homem.Sintomas: Tristeza, mucosas pálidas, emudecimento; perda do apetite; a plumagem perde o brilho e as penas das asas e da cauda apresentam-se como se estivessem roídas.Há o ácaro que causa inflamação nas patas e bico. Depois as inflamações desaparecem e forma-se um tecido esponjoso. O ácaro das penas da cauda e asa das aves também deve ser combatido. Manuais que circulam pela internet aconselham a limpar as penas com álcool. NÃO FAÇA ISTO! O álcool é prejudicial à ave e danifica o sistema de proteção de penas dela.



Procure um veterinário para que ele prescreva um acaricida correto. O ácaro do canhão faz as penas ficarem repletas de material seco e acumulado onde eles se encontram. As penas caem e pode haver inflamação. Eles atacam a base das penas, ocasionando a queda das mesmas, deixando a área onde estavam implantadas com aspecto crostoso. Este ácaro tem a cor castanho-escuro. Os ácaros vermelhos, parasitas que causam grandes problemas na reprodução, são os chamados piolhos vermelhinhos e só apresentam esta cor vermelha quando estão cheios de sangue, caso contrário, sua cor é pardo-acinzentada.


Sintomas: Estes ácaros durante o dia escondem-se nas ranhuras dos poleiros, molas das portas e buracos na parede ou teto e ataca as aves à noite. Elas não param de se bicar tentando tirar os ácaros.
Se você desconfia que sua calopsita está com qualquer um dos ácaros citados, procure o veterinário para ministrar o melhor tratamento e que ofereça menor risco à sua ave

CONJUNTIVITE.




Coração, fígado e rins

Sal é nocivo ao ser humano e ao animal. Se você quer que o coração de sua ave permaneça saudável, não dê sal a ela.

Problemas de fígado, hepatite e contaminações que causam inflamações hepáticas. Leia abaixo.

Aves também sofrem de problemas renais. Não tente tratamentos caseiros. Leve-a ao veterinário.

Nas fezes os sinais. Sempre que levar seu amiguinho ao veterinário deixe as fezes na gaiola para que ele examine.



Quem disse que as aves não sofrem de problemas cardíacos? Pois é... Elas não estão livres deste mal traiçoeiro, portanto não dê alimentos com sal para sua calopsita e nunca pingue nebulizadores nasais nas narinas delas. Razões: O sal aumenta a pressão arterial e os nebulizadores nasais estreitam os vasos, dificultando a passagem do sangue. Evite que sua ave tenha um ataque cardíaco e morra. Comida humana é destinada a humanos. Humanos é que gostam de sal, gordura e remédios para evitar o ataque cardíaco. As aves detestam pronto-socorros e preferem corações e artérias saudáveis. Poupe-as dos maus costumes. Petisco de ave é couve, brócolis, bálsamo...nunca amendoim (principalmente salgado), frituras e demais manias humanas.
Ahhh, ave não gosta de álcool e ele, o álcool, é extremamente prejudicial a elas. Não transfira para seu amiguinho as suas “encucações” e válvulas de escape. Álcool, se for o caso, é necessidade ou mania sua, não dele.

Degeneração hepática: Doença causada por dietas ricas em gorduras e pobres em nutrientes essenciais, tal qual se verifica em dietas baseadas em sementes, especialmente girassol. A doença consiste no aumento conteúdo lipídico sangüíneo e falência hepática. O tratamento: dieta balanceada, livre de hepatoxinas. Se sua ave já apresenta problemas hepáticos consulte um veterinário sem demora.

Hepatite: As causas: Inflamação do fígado decorrentes de excesso de alimentos gordurosos.
Sintomas: Dilatação do baço, sonolência, perda de apetite ou fome exagerada, tendência para brigas e fezes líquidas, manchas violetas no ventre, com hipertrofia do lóbulo hepático. O tratamento deve ser iniciado imediatamente. Fale com o veterinário sobre qual o tipo de alimento deve ser dado durante o tratamento. A chicória é uma boa coadjuvante.

A parte branca das fezes dos psitacídeos representa a urina. Preste atenção no consumo de água que sua ave faz. Os sintomas mais frequentes de problemas com urina ou rins são:

Uratos verdes ou amarelos: doença do fígado ou anorexia
Uratos marrons: envenenamento por chumbo
Uratos ou urina vermelha: sangramento interno
Aumento na quantidade de uratos: desidratação ou problemas nos rins
Aumento na quantidade de urina: Pode não haver nada de grave. Apenas a ave tomou mais água ou consumiu mais alimento aquoso e, então, é normal que coloque a água fora, no entanto é necessário observar. Se há, realmente, fezes líquidas mesmo com o consumo de alimentos mais consistentes, então é necessário procurar ajuda médica.

crescimento anormal do bico

CLOACA MACHUCADO

dermatite canto bico




DESCAMAÇÃO DO BICO



Peito seco e pânico noturno


Peito Seco assusta com razão, mas... Peito Seco NÃO é uma doença. Entenda como a ave chega à situação de “Peito Seco”.

É preciso muita dedicação de dono para salvar sua ave quando ela chegou ao estado de “Peito Seco”. Previna-se observando e fazendo inspeção diária na sua ave.

Todos nós sonhamos e temos pesadelos, às vezes. As calopsitas também. Entre aves, o Pânico Noturno, parece acometer apenas as calopsitas.

A perceber que sua ave está tendo um ataque de Pânico Noturno acuda-a, prontamente.



Peito Seco: Qual doença é esta? Muita gente confunde PEITO SECO com doença. Peito seco não é doença, mas sim, a consequência de um problema que já estava ocorrendo. “Peito Seco é um sinal clínico que indica caquexia ou fraqueza crônica e progressiva. Mal estar, perda de apetite e desgaste que levam ao consumo das reservas de energia e gordura e, por fim, da musculatura peitoral.
Quando a ave já está com “peito seco” ainda tem cura? Existe inúmeras causas para o “peito seco” que é considerado um quadro grave e até terminal para a ave. Se o diagnóstico for feito rápido e iniciado um tratamento intensivo, com muita dedicação do dono, ainda é possível a cura” (informação dada pela Dra. Soraya Málaga).

Pânico ou Terror Noturno: Calopsitas podem ser acometidas por pânico à noite. Possíveis causas: Reflexos de luz, movimento de cortinas, movimento de papéis no fundo da gaiola, ruídos, insetos e, prováveis sonhos. Como reagem: Entram em pânico e se debatem contra as grades da gaiola. Conseqüências: Ferimentos de gravidade variada, conforme o tempo de duração do susto. Se uma calopsita entra em pânico faz com que as outras também entrem e todas se debatem. Providências a serem tomadas: O dono deve acudir, imediatamente. Muitas vezes, é necessário pegar a calopsita e segurar na mão até que ela se acalme. Sugestões: Evite a escuridão total. Mantenha uma luzinha de corredor. Não deixe calopsitas dormirem soltas dentro de casa. Coloque-as em gaiolas, pois em caso de terror noturno elas podem se jogar contra as paredes e morrer. Já tem sido presenciado casos em que a calopsita está dormindo tranquila no colo do dono durante o dia e, de repente, é acometida do “terror noturno”, o que dá indícios de tratar-se de pesadelo. Não há remédio a ser dado. O “terror noturno” ainda está sendo estudado.


6 comentários:

  1. De manhã minha calopsita fica abrindo as asas ,parece que esta se espriguiçando,e fica dando uns espirrinhos,há algum poblema?

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  2. As minhas tb fazem isso, se for aleatorio não tem nada não

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  3. a minha tbm da espirros mas acho que é normal

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  4. Claro que espirro é normal

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  5. calopsitas espirram quando estao doentes. mas na maioria dos casos, é pq ele esta se coçando.

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  6. como não fazer pegar a doença de calopista

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